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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Garoto diz o que vai fazer no protesto



Essas imagens mostram como algumas pessoas estão preparadas para participar dos protestos que estão acontecendo em várias partes do País. Essa fala também não saiu apenas da cabeça desse garoto, alguns jovens – mais velhos – também pensam assim. É só observar o vandalismo que vem acontecendo nas manifestações que eram para ser pacíficas.

Isso também mostra como a nossa educação está falida. Como os jovens encaram os problemas do Brasil e como eles acham que devem ser resolvidos. Agora, fica a grande pergunta: “De quem é a culpa?”

Essas imagens também mostram o que os professores brasileiros estão passando. É lastimável.

Se você vai protestar da sua cidade, mas não sabe o que fazer durante a manifestação, faça o certo, que nem esse menino esperto. Brincadeira!!! Vamos lutar por um país mais digno, por mais educação, por mais saúde e direitos.


#VamosPraRua 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dilma reclama da internet. Boatos falam que ela quer tirar e causa revolta nos jovens

Está cada vez mais constante o boato de que a presidenta Dilma que tirar a internet popular. Isso causa revolta na população, principalmente nos jovens.

Esses boatos começam nas conversas entre os jovens, em bares e particularmente nas redes sociais. Na verdade é que a presidente reclamou, o ano passado, sobre a velocidade da nossa banda larga. Ela fala que
o Brasil tem que oferecer ao consumidor brasileiro a melhor internet que existe. Por isso, o Governo Federal poderá investir R$ 1 bilhão por ano até 2014.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernado, fala que levou uma "bronca" e recebeu orientações para que o País avance nesse setor. “Ela acha que banda larga popularizada é fundamental, mas isso não basta. Existe mercado no Brasil para fazer internet com velocidade muito mais rápida, e com investimento poderemos baratear muito", diz.

Segundo o ministro, os investimentos serão preferencialmente privados, mas a presidenta autorizou investimentos públicos no setor. A presidenta já tinha orientado que a velocidade mínima a ser oferecida pelo Programa Nacional de Banda Larga deveria ser de 1 megabit por segundo a R$ 35 por mês, acima dos 600 quilobits por segundo que estava sendo negociado com as empresas. Agora, além da popularização da banda larga, Dilma quer melhorar a infraestrutura de rede do País, com o apoio da Telebras e da iniciativa privada.

No entanto, os boatos afirmam que a presidenta quer tirar a internet, o que deixou esse garotinho revoltado. Veja o vídeo abaixo:



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pais e professores mais presentes


  Palestrante fala do novo sistema de ensino que aproxima aluno e escola

“A ética é a ferramenta essencial para conseguir atingir o aluno. Tem como parâmetro o outro. Como educador preciso, acima de tudo, me colocar no lugar do educando e procurar fazer para ele aquilo que eu gostaria de receber”. Quem afirma isso é o professor e filósofo Antônio Arnaldo Gomes.

A necessidade do mundo de hoje é voltada cada vez mias para a especialização. O conhecimento está muito rápido e informação também. A escola precisa preparar o jovem para o mundo de hoje, mas isso não está acontecendo com frequência. “Talvez pela falta de incentivo do professor, das condições de trabalho ou de um sistema que não investe realmente para a educação ser formada de opinião”, diz.

Ela afirma que é difícil para os alunos entenderem a necessidade da educação e que eles vão para a escola sem saber o motivo. Muitas vezes, o que deveria ser um ambiente de encontro, de aprendizado, acaba sendo um campo de adversários.

Gomes também explica que os alunos precisam entender o significado do ‘estudar’. São desinteressados e não prestam atenção às aulas, que parecem cansativas e pouco dinâmicas. O que acaba resultando em evasão, reprovação e violência.

Grande parte dos alunos vem de realidades complicadas, de carência e violência. Portanto, se na escola o tratamento for igual, começam a observar a instituição como uma extensão da rua, extensão dos problemas, nos quais reina uma situação de não-vida. “Essas situações fazem com que os alunos não tenham incentivos, não acreditem em si e não tenham nenhuma perspectiva e projeção para o futuro. Eles se perguntam: ‘para que estudar se vou ser como os meus pais ou familiares’. Não entendem que estudando isso pode mudar”, afirma.

Além disso, os professores, responsáveis pelo ensino e formação, são tomados por um sentimento cada vez maior de frustração e desânimo, sentem-se de mãos atadas. E a pergunta mais frequente é: o que fazer?

Para Gomes, é preciso mudar a postura dos professores para que os alunos comecem a vê-los como alguém que os entenda, com quem possam se abrir e confiar. “A partir do momento que começamos a valoriza-los, essa relação muda. O jovem começa a prestar atenção e não vê mais o mestre como adversário”, afirma.

Esse novo formato de ensino, proposto pelo Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE), tem como objetivo manter os alunos em período integral na escola, promovendo interação com os professores. É a esperança de um País melhor.

“O projeto faz os aluno ser protagonista da educação e leva-o a acreditar em si. Nós também ficamos mais tempo com eles, o que possibilita melhorar o convívio.”
Um dos grandes fatores desse projeto é uma disciplina chamada “Projeto de Vida”, em que o aluno passar por reflexão, desde sua infância, e depois escreve o seu projeto de vida, o seu futuro.
“O aluno agora estuda não para passar de ano e sim para concretizar o seu futuro melhor. Vai dar certo? Tem tudo para dar, mas depende das pessoas”, afirma.

As mudanças dependem de todos, dos professores, do sistema educacional e até dos pais. Neste novo formato, o professor está o tempo todo com o aluno, que pode procurá-lo para pedir ajuda, tirar dúvidas, conversar sobre os problemas e ganhar confiança. “O estudante precisa sentir você presente na vida dele. Não pode haver aquele sistema eu te ensino, se você aprendeu, aprendeu e o problema é seu. Isso não é ideal”.

Segundo Gomes, a escola vem tendo mais aproximação com a família. Se houver falta de um estudante por dois ou três dias, a instituição já liga perguntando o que está acontecendo.

É importante os responsáveis estarem sempre perguntando ao jovem como está indo na escola, pois precisam ser motivados e estimulados a estudar, explicar que hoje há um leque muito grande e todos podem fazer uma faculdade. “Existem várias ações do governo o que facilita o estudo”, afirma. É importante perguntar o que o aluno está aprendendo, quais as dificuldades, como são os professores.

“Quando os pais ou responsáveis começam a ser presentes você percebe que o aluno passa a levar mais a sério os estudos, e isso pode mudar o nosso País”, afirma.

Obs: mais uma matéria minha publicada no Jornal da Educação, que pertencem ao Grupo Diário de Comunicação.

sábado, 28 de abril de 2012

Todos buscam o seu espaço


Pais, dexem a criança ser criança; o desenvolvimento é maior

Desde o útero materno, a criança desenvolve o sentido do seu espaço, porém não tem a definição do que ela está tocando. A afirmação é do fisioterapeuta Estevão Mendes.

“Quando ela se mexe, o objetivo é querer entender o que está acontecendo, mesmo não enxergando. Essa percepção de espaço acontece no nascimento, e se porventura o parto é normal, a probabilidade de desenvolvimento da criança é muito maior,” diz Mendes.

O ser humano tem cinco captores principais: pés, olhos, orelha interna, oclusão (dentes e mordida) e pele. “A pele é um dos primeiros captores, pois é a que manda sinais para outros sentidos”, diz Mendes.

A outra parte do desenvolvimento da criança começa com a mudança da posição: rolar, rastejar, engatinhar e andar. “Quem passa por todas essas situações têm maior facilidade de desenvolvimento neuropsicomotor, aumentando a capacidade de entendimento. Isso vai servir para ele enfrentar a vida”, diz.

A criança deve levantar-se com as próprias forças; e quando isso não acontece o pai o pai deve amparar e não estimular a andar, ou seja, colocá-la de pé sem que esteja preparada. Isso pode fazer como que o pequeno desenvolva patologias presentes ou futuras.

As patologias presentes são os problemas causados nas pernas, joelhos e pés, que não estavam com estabilidade suficiente para suportar o peso da criança, podendo deixar as pernas tortas e os pés achatados, acarretando dificuldade de se manter em pé.

Nas patologias futuras, considerando a fase adulta, o ser humano pode desencadear escoliose e outras ‘doenças’.

Nas crianças que não passaram pelas fases estimulantes na escola os captores não responderão corretamente, explica Mendes. Se esses captores não modulam com coerência, a criança fica mais inquieta e não consegue prestar atenção na aula, além de não ter concentração em nada do que faz.

Mendes diz que tanto mais o pais deixarem a criança ser criança (andar descalça, andar e brincar na grama, terra e outros pisos) maior o desenvolvimento. “Essa geração que está vindo fica enclausurada em condomínios, até pelo pouco tempo que os pais têm para dar atenção. Isso deixa a criança inibida, por isso, aconselho deixá-la andar e criar confiança para descobrir o mundo”.

Atualmente, os pais compram videogame ou computador e interrompem as crianças de andar ou fazer outras atividades que podem auxiliá-las no desenvolvimento ou reflexo.

Além disso, é preciso dar mais atenção para os filhos aprenderem a conviver e a dialogar com outras pessoas, tornando os sentidos mais apurados.

Mendes explica que o melhor a fazer para corrigir os erros posturais é praticar atividades físicas. “É claro, os pais não devem forçar uma criança a correr sete quilômetros, mas podem fazer com ela ande dois quilômetros com eles, estimulando a fazer um exercício, o que vai beneficiá-lo”.

A criança precisa ser estimulada a praticar atividades desde os dois anos, e por isso pode começar com a natação para entender os movimentos. Assim, ela começa a buscar o seu espaço e suas possibilidades.

Sobre o tempo passado em frente à televisão é necessário que os pais dosem a hora e igualem o tempo da TV com outras atividades para criar qualidade de vida.

Uma boa opção para os filhos, segundo Mendes, são as colônias de férias, porque ajudam a conhecer e a descobrir situações novas. Agora, se a única opção seja deixar seu filho apenas no computador ou na TC, o jeito é dosar com outras atividades e brincadeiras.

Tudo que é feito em excesso é prejudicial. O pai precisa estimular o filho a ter interesse. Sem força. “A partir do momento que se torna algo forçado, pode trazer prejuízos futuros”, explica.


Obs: Essa minha matéria foi publicada no Jornal da Educação do Diário da Região, no mês de março.